Marx
Padre Agostinho ainda guardava o gosto amargo do desejo de vingança em sua boca ao acordar naquela manhã. Ao seu lado, ao pé da cama, um volume de um livro qualquer escrito por Karl Marx. Nas paginas marcadas com umas folhas de cajazeira, ele encontrou o que o deixou inquieto antes de dormir.
“A religião é a teoria geral desse mundo, seu compêndio enciclopédico, sua lógica sob forma popular, seu ponto de honra espiritual, seu entusiasmo, sua sanção moral, seu complemento solene, sua razão geral de consolo e de justificação. É a realização fantástica da essência humana, porque a essência humana não tem uma verdadeira realidade. A luta contra a religião é, indiretamente, a luta contra esse mundo, do qual a religião é o aroma espiritual”.
“A miséria religiosa é, de um lado, expressão da miséria real e, de outro, protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida pela infelicidade, a alma de um mundo sem coração, e é o espírito de uma época sem espírito. É o ópio do povo”.

Onde os qualificados críticos da ficcção norte-rio-grandense ? Essa não é bem minha área, mas desconfio que esse ciberfolhetim de Carlão, além de boa literatura, é coisa de cinema !